segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Chuva


 

Se pétalas de flores chovessem lá fora
Felicidade seria pouca perto do que é agora
O amor que inunda e cobre as ruas, bueiros, 
Escala postes, pendura nas árvores, nos galhos
Deixa tonta, perdida, atapetada de rosas
Musica que voa solta
Beijos loucos e roubados,
Pontes que nos ligam,
Pra chuva de pétalas reinar.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Um Leve Segundo de Alegria


 
 
E os pés de bailarina
se fazem dança
no asfato gelado
e a alma arde
de paixão
escancarada...
 
08/09/2015




sábado, 3 de janeiro de 2015


Invasão



Vou penetrar nos teus caminhos,
te inundar de cartas,
te afogar no meu amor,
te acumular de palavras,
tantas, mas tantas, meu amor
que quando você notar,
impossível será escondê-las.

Elas estarão transbordando
pelos livros, 
pelos discos,
 pelas janelas,
 esgotos,
telhados e chaminés...

E aí, poderemos viver...



Persona



e quando a boneca se viu só,
lentamente,
num ritual mágico,
se cobriu com a pomada
pra  bundinha de nenê; 
e seus dedos circularam
suavemente,
até nada ficar dor da pele.

E o Arlequim se fez
e esperou.
Esperou. Que alguém viesse,
real(mente),
e atirasse para dançar.


Blues



e seu rosto surgiu
em meio à multidão
sério
meio-sério
meio-sorriso
meio-desejo
e me deixou bêbada
de sedução
tonta de  carnaval
esperando sua mão doce
que me levasse
aonde, nao sei
me deitasse sobre ramadas
de folhas secas
e me cobrisse
com a leveza  das nuvens.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

A Guria que Amava Janis






Bye, Bye Baby - Janes Joplin

       Em setembro de 2003, estou em Natal, e recebo este email dela : " Vinícius de Moares disse um dia: Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida... Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure sempre" 


     O que falar dessa guria? Ah, era uma guria normal, simples, sem reprimendas, sem queixas, aceitável, adaptável, tudo lhe parecia bem vindo. Difícil falar dela sem chorar; ela deveria estar aqui comigo, com o Dudu namorado, com a Nanda, a D. Nilza, o pai , a madrinha...ela devia!

     Ah, guria por que nos faltaste, quando o mundo está a desmoronar? O terrorismo imperando. Até o nosso PT claudicando! Por que teu coração tinha que dar esse "time" justo agora? Isso a gente não consegue entender. E acho que nunca vamos entender!

      Tinhas apenas teus 17 anos, quando nos conhecemos numa sala do Julinho. De tua parte, foi "amor à primeira vista"; de minha parte, apenas mais uma no meio de quinhentos! Mas foram tua constância e perseguição  que construíram nossa amizade.

        Ainda agorinha  mesmo, estavas aqui na semana passada, pedindo-me uns clips da Janis Joplin, Tina Turner, Metallica... Como podias gostar da Janis? Eu nem era nascida, quando ela nasceu; e tu nem eras nascida, quando ela morreu. Mas gostavas. Do quê? Nunca te perguntei e me culpo por não tê-lo feito. Talvez do mesmo jeito que eu gosto do Kurt Cobain. Aquela simbiose perfeita da dor que só eles tem; isto é, eu acho, sempre senti a dor de Cobain; a dor dos excluídos; a dor dos que não são daqui; assim como a Janis. Gravei Kosmic Blues pra ti na semana passada. Janis se foi aos 27 anos, e tu aos 28.

           A  dor da saudade é imensa. Dolorosa. Eu estava tão acostumada a ter a tua voz, assim que discasse o telefone; a estares aqui em todas as festas; a vires, sempre que eu te pedia... e na semana passada, quando estive doente, ligaste pra saber do resultado da radiografia, do médico, tudo enfim...

             Ah, guria, como vais fazer falta pra nós!

        Nunca mais navegar pelas minhas músicas nos deliciando com nossos negros fenomenais: Bebo Valdés, Louis Jordan, B en Harper, Armstrong, Coleman Hawkins, Ray Charles, ah, e a tua paixão maior, Serginho Moah... Ainda um dia desses te apresentei Israel Kamakawiwo´ole o qual nunca ouviras falar e adoraste! Te apresentei a Ceumar, a Rosa Passos, Tania Maria todas essas cantoras brasileiras desconhecidas do público e ficaste encantada!Dos teus sonhos, tantos ficaram ainda por se realizar: o rafting na serra; visitar o Templo Budista em Três Coroas, passar no Concurso do Judiciário no qual eu te ajudaria  no Português; a compra de teu apartamento para dividir com teu amor Dudu, a viagem a Machu Pichu...

           Ah, meu apelido no Julinho era Janis Joplin.


16/10/2004 - (um ano marcante onde perdi, num acidente, meu namorado adorável e minha melhor amiga).

            

        


sexta-feira, 19 de julho de 2013

Banho no Frio



Se você pensa que quando está perto do Zero Grau aqui no Sul, a gente não toma banho, está enganada! Aí é que tem que tomar banho para espantar o frio!

Há todo um ritual para se tomar banho no RS:

Primeiro você liga o chuveiro no bem quente, fecha as janelas e a porta. E vai até o barzinho da sala e pega um conhaque, dose generosa! Beba de uma talagada só! Entre no banheiro. Se estiver um fumacê, tá quase bom!
Volte à sala e tome mais uma dose do bendito conhaque!

Agora sim, entre no banheiro, deixe as toalhas à mão, e tire suas roupas assim como quem vai morrendo e se desfazendo do corpo físico, com pena, e entre no box, banheira nem pensar, você pode morrer congelada se apostar numa banheira!

Ah, importante, o box tem que ser bem pequeno e hermética mente fechado!
Quando a pele estiver queimando e ficando avermelhada como um tomate, é porque já passou o frio.

Abra só uma frestinha do box e espiche o braço pra pegar a toalha dos cabelos. Feche rápido o box!. Enrole-os. Depois abra nova mente a frestinha e pegue a toalha de banho.
Vista-se toda ali na sauna. E se alguém tentar entrar no banheiro nessa hora, nem é pelo pudor, dê o maior esporro!

Só saia, quando estiver com um moleton de capuz, meias grossas e uma calça de abrigo fofinha.

Agora que passou o frio, você vai tomar uma sopa quentinha, ou um chimarrão novinho!

Ou encher a cara de vinho pra não sentir o frio do Sul!

Viu como é fácil morar no gelo?                   




domingo, 24 de julho de 2011

Amy


Eu a conheci numa exposição em Porto Alegre.
Durante a exposição, rodava numa TV LCD um show de uma cantora magrela, perna fina, de saiote curto e bufante, estranha a roupa, estranho o cabelo e a maquiagem. Mas a voz me encantou! Não conseguia mais prestar atenção à exposição. Fiquei hipnotizada
por aquela voz. Lembrava-me Nina Simone, Billie Holiday, J. Joplin, sei lá...o mesmo soul. Cheguei em casa e corri para saber mais dessa tal Amy W.


A música que rodava era "You Know I´m No Good". Logo virou meu hino particular.
Pesquisei a letra, vi a tradução, postei no mei site e nas redes de relacionamento. Pra mim é a música mais linda dela, incluindo o clip.


Por que aos 27 anos?

Há um livro que cita três idades críticas para todo ser humano. A primeira idade é aos 27 anos. Ou você passa numa boa pela crise dos 27 ou você afunda se não tiver uma boa estrutura. Amy tinha tudo para afundar aos 27 anos.

Coincidentemente, minha última postagem aqui foi sobre a voz de J. Joplin numa noite estrelada de praia deserta no nordeste.


Rest in peace, Amy.
































segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O Que Eu Fiz Para Merecer Isto?




Faltara luz; normal por aqui. Mas hoje é dia de Lua Cheia e quem precisa de luz? Enquanto meus amigos ficavam lá nos notes sugando os últimos resquícios de vida das baterias, eu já de camisola, sentei à beira do mar, esperando o sono chegar, olhando a lua que despontou hoje radiante, mais parecendo uma bola de fogo imensa, apaixonante!

Aí veio um dos amigos, trouxe o vinho; eu recusei; ando meio enjoada de bebida. Ficamos ali sentados no escuro e tirando fotos da lua. Saiu tudo uma merda pra variar...sem câmera especial é difícil.

Depois veio o outro amigo; pelo jeito acabou a bateria do note. Sentou-se e ficamos os três calados; só ouvindo o barulho do mar. Aí vislumbramos o Alemão do Restaurante Marítimo, chamamos, veio ele com Bohemias estupidamente geladas. Bebemos todos!

E aí o Alemão olha pro mar, pra lua e solta a pérola da noite: O que eu fiz pra merecer isto? Caímos todos na gargalhada e tivemos que concordar. Precisa-se de algo mais pra ser feliz? Tem-se tudo aqui: amigos, um bom caldo de peixe budião, cioba e papo solto. O Alemão já tinha bebido todas e com merecimento, pois seu Restaurante ficara lotado todo este sábado. Fora puxado o seu dia! Depois de passar 20 anos criando gado no Mato Grosso, descobrira que sua paixão era a cozinha!

E agora estávamos ali nós quatro, eu de cara lavada, pés no chão, três amigos na escuridão da noite iluminada pelo único lampião de Deus no céu. Uma cena digna.

E de vez em quando soltávamos de novo _ o que eu fiz pra merecer isto? Sem som, só o barulho das ondas e de nossas risadas que enchiam a noite.

Mas lá pelas 22h veio a luz. O Alemão foi e voltou bem acompanhado de duas deusas: Janis Joplin e Tina Turner a tiracolo. Não faltava mais nada. Janis com sua voz inconfundível inundou a noite, embalou nossas veias e arrepiou os pelos do braço. O que eu fiz pra merecer isto? Na terra do forró, a música era perfeita.

Só fomos dormir à meia-noite já completamente tortos. E eu nem queria beber, mas a noite merecia uma comemoração.
Dormimos agradecidos.
Pititinga, 22/01/2011.
RN

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Longe de casa...


No meio de tantas lojas e quinquilharias, ela achou um sebo. Tudo misturado, mal distribuído em total promiscuidade de livros e revistas e impossível de achar algo premeditado.

Sem pressa, sentou-se num banquinho e olhou os livros mais à mão. Vislumbrou uma sombra do seu lado, olhou devagar e viu um homem deitado sob uma estante de outra loja e sobre uma coberta rústica; apenas um metro e meio separavam uma loja de outra. O sol fustigava lá fora, mas ali naqueles escombros de lojas, óculos e livros, até o ar parecia estar mais fresco. Aquele labirinto de lojas mais lembravam tumbas ou masmorras.

Achara dois ou três livros interessantes, clássicos apenas, que nunca tivera à mão para ler. Mas levou “O Carteiro e o Poeta”. Ela vira o filme e gostara da história que retrata Pablo Neruda. Filme lindo. Marcante. Pagou 5,00 apenas pelo livro. E saiu devagar, olhando lojinha por lojinha. Mundo estranho este; parece mais uma rua de Nova Delhi... e ela uma estrangeira no meio de tantas coisas diferentes, cores diferentes, costumes e linguajar diferentes.

Depois de perambular calmamente pelos quiosques de tudo à venda, sentou-se no seu quiosqui favorito, onde todos os anos ela degusta um peixe delicioso com macaxeira e uma cerveja gelada.. Pediu uma cerveja, abriu o livro e devorou-o, já que o peixe acabara, dissera a moça que atendia.

Voltou à primeira página e botou sua marca: nome e data, 12/1/2011, Alecrim, Natal, RN. No final da página escrevera o número do celular da amiga. Ia ligar pra elas se encontrarem ali; ela estava pertíssimo. Do quiosque dava pra vê-la no Caixa da loja. Ela até retornou a ligação, mas seu celular não estava com alcance ali naquele bairro. Ela estava distante de tudo e de todos, tão longe...às vezes pintava uma vontadezinha de voltar...mas tem tanto a ver ainda por aqui, onde nem o celular tem alcance.

Só nesta cidade pode-se sentar num boteco no meio da rua e ficar lendo no meio do rumor de tantos ônibus que cruzam e ficar olhando passivamente, ora o livro, ora as pessoas que passam. Calma. Paz. Tudo ta certo e no lugar certo.

Ela está no lugar certo.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Quadro Inacabado


Te pinto de mil cores
mil imagens,
brincando de deus
eu vou te pintando.
Te pinto com água,
com lágrima,
com mão no cabelo,
à luz da lua,
só pra te rever,
quando longe eu estiver...
5/1/2011

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Passado...

É muito triste perceber que pessoas que foram importantes no seu passado,
já não participam de seu presente....




Se acertei ou se errei, fiz isso da minha maneira...





sexta-feira, 29 de outubro de 2010

sábado, 29 de maio de 2010

Meu Mestre



Enquanto enrubesço

me ensina a pintar com o corpo

me ensina a perder os medos

e a poder sujar as pontas dos dedos

as unhas e as palmas das mãos

nas tintas de todas as cores

enquanto enrubesço em vinho tinto

sê meu mestre,

amor.


Cyana Leahi-Dios

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Cabelos no Teto



Ele é meu sol e minha treva
meu sal e meu mel
paraíso e inferno
norte-sul...

Eu cavalgo buscando horizontes
ele mergulha em mundos infindáveis
recônditos
submersos
sem emersões...

Ele cavalga nas ondas da noite
e beija sutil minha areia
caindo no esquecimento
penduro os cabelos no teto
balouço eles ao vento
e deixo a marca no tempo
deixo a fera enjaulada
tampo os ouvidos
pros seus rugidos
jogo-os pela escada
chuto-os endiabrada
cozinho-os em fogo lento
em banho-maria
deslizo-os pelo ralo
o mundo que invento!

Débil mundo, fedido mundo
mundo podre de podres poderes
(como dizia o poeta)
e as pessoinhas fedem
fedem apodrecidas
trash peoples
dirty powers
e o que era ser
uma canção de amor
vira virou
uma canção de fedor
sendas do demo
lendas da noite....

Débil mundo, fedido mundo
mundinho escroto
gentinha podre
metida a besta
cheia de grau
(como diz o gaúcho)
e as gentinhas fedem
fedem enegrecidas
de mental fuligem
e caminham desvairadas
sem saber de morada e luz!

o sol e a treva
sal e mel
paraíso e inferno
norte-sul


18/09/2003

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Achego

E quando ele chega
E beija meu joelho
E quando ele
me abraça num sopetão
E quando
me acorda num carinho
e
me lambe num sorvete
eu me solto
n
o e s
p
a ç
o!

( para o Dedé-1982 )
















domingo, 22 de novembro de 2009

A Despedida Perfeita






















Seria sua última noite com seus dois maiores amigos. Pra não fugir da rotina, era mais uma das centenas de noites cálidas e frescas em terras do Nordeste.

Haviam combinado de se encontarem na Casa dos Morcegos no sábado à noite. Ela chegara primeiro e ficara na praça, sentada, esperando eles.

Assim que chegaram, foram todos pra casa; serviram a janta, pegaram as bebidas, uísque, cerveja, vinho e refri. Beberam e comeram todos com uma fome canina. Eles sempre saem da Facul com essa fome... O dono da casa botou o som na área; estendeu as redes, e foi pondo a mesa. Ele sempre faz isso: adora receber os amigos na casa de praia; é o maior prazer dele; acho que se sente feliz, aconchegado...Também este amigo é o tapioqueiro mais talentoso que conheço! Não dá pra recusar as tapiocas dele...no café da manhã....hummm... não tem coisa melhor!

Enfim, naquela última noite, comemos, dançamos forró, bebemos demais... éramos três criaturas completamente tortas! Se há uma coisa que todo mundo faz no Nordeste é beber!

Mas foi, lá pela meia-noite, que fizemos o melhor programa de despedida! Resolvemos caminhar pela praia ... não sei quem deu a idéia, eu não fui, pois não tinha a mínima condição de caminhar. Mas fomos, ainda levando umas latinhas de cerveja pra se abastecer no caminho. Iríamos caminhar e ver a Lua por sobre o mar. O céu estava salpicado de estrelas, nunca vira tantas....Caminhamos muito, dizendo bobagens, rindo, e aquele papo que só os bebuns sabem fazer...e riso, muito riso, riso frouxo, do nada, sem causa e sem efeito, apenas três toscos cambaleantes ...Ficávamos tentando descobrir no céu quem era quem naquela imensidão de luzes...pareciam tão baixas...no Sul não é nem parecido; no Sul, as estrelas são distantes. E nós ali, quem éramos? Apenas três grãos de areia perdidos numa noite escura estrelada...filosofando à toa, rindo à beça, conjeturando que ninguém acreditaria que dois homens e uma mulher podem ser tão absolutamente amigos, infinitamente amigos...


Cidade pequena é um marasmo. E toda fumaça já é o suficiente pra fazer uma fogueira de conjeturas.

Já morei em cidades assim e isso sempre aconteceu. E aqui nessa prainha não é diferente. Por mais que a gente jure, o povo acha! Ah, deixa achar! Consciência limpa é outra coisa; é tão bom! E a gente ri, ri muito do que os outros imaginam...

Penso que devemos ter caminhado um quilômetro ou mais. A praia é escura como toda praia de cidadezinha minúscula do Nordeste. A única luz que bruxuleava toscamente era a da Lua. Éramos vultos estranhos andando pela madrugada. Voltamos. Rindo mais ainda do que nunca de bobagens soltas à brisa. Voltamos de mãos dadas, as pernas cambaleantes, tropeçando nos cômoros de areia. Sabíamos os três que era nossa última noite, nosso último encontro de bons amigos. Sim, claro, como todos amigos, já quebramos pau, já ficamos emburrados, já discutimos, mas qual amigo que não fez isso? Nós fizemos!

Chegamos em casa cansadíssimos, um banho pra tirar a areia e uma cama enfim! Eu me atirei no meu quarto favorito, o dono da casa no dele e o outro amigo na sala...este é sempre o último a dormir! Fica no computer trabalhando. Não sei como bebe e depois consegue ir trabalhar! Ele sempre parece estar velando o sono dos amigos...fecha a casa, bebe uma coca, chama o gato, tranca os portões e vai dormir na rede da sala.

No outro dia, ela partiu. Mas volta, com certeza!

5/10/2009

sábado, 24 de outubro de 2009

Rosa Choque




Não vim para a opulência,
Vim para ser livre.

Não vim para a glória,
Vim para ser feliz.

Não vim para ter amarras,
Vim para amar.

E se por acaso chorei,
Foi para mais sorrir
em tempos de paz!


23/10/2009

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Cantares



Quando os pássaros chegam e espalham seus trinados, nada os segura. Nem as tempestades, nem os ventos, nem a escuridão de palavras, nem os tsunamis podem impedir os pássaros de cantar.

Quando eles chegam , meu amor, o sol se faz imprescindível, a luz se faz ferida e as lágrimas inevitáveis.

Quando eles chegam, meu amor, só a maciez de tuas mãos podem aplacar a minha dor e secar minhas lágrimas.

Quando a primavera chega, meu amor, todos os poros explodem, todas as células se confrangem, todas as águas salgadas escorrem como rios inundando as terras.

Quando você chega, minhas faces enrubescem, e eu fico como palhaço, pintado, ridículo, e você nunca vai entender por que eu fico tão vermelha, se não é blush e nem época de carnaval..

Você me cora, me derrete, me mata de tanto amar e tanto amor...
16/10/09